Não se espera quase nada do domingo.
Nem chuva
só missa
tv
futebol
e tudo é tão melaconlico
têm mensagens tão repetitivas
e programas tão chatos.
Têm sorrisos caros que não dizem nada
e as mesmas músicas
tem almoço
e familia
e eu
quase ria
se fosse tu
em qualquer dia
até que essa rima ajudaria.
Mas é domingo
e tudo é chato
até os bêbados querem dormir
para curar o sábado
já faz tempo que domingo
é sempre domingo.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Sonhos
Sinto o tempo correr
entre os dedos
que não são meus
escorregar entre escolhas,
a sensação que sinto ao pressionar cada dedo
é uma doçura que só existe
em sonho
sonho de querer
como algo calmo e verdadeiro,
as vezes o corpo fala melhor.
Que fosse tudo assim
pressa em viver
me tira o sono
e o sono revela
a verdade
dentro dos sonhos
que se postam distantes
em direção oposta de chegar.
Mas temos o mesmo lugar para ser feliz
este que ainda podemos encontrar.
entre os dedos
que não são meus
escorregar entre escolhas,
a sensação que sinto ao pressionar cada dedo
é uma doçura que só existe
em sonho
sonho de querer
como algo calmo e verdadeiro,
as vezes o corpo fala melhor.
Que fosse tudo assim
pressa em viver
me tira o sono
e o sono revela
a verdade
dentro dos sonhos
que se postam distantes
em direção oposta de chegar.
Mas temos o mesmo lugar para ser feliz
este que ainda podemos encontrar.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Nublado
Dias nublados são como rostos
Com uma melancolia simples
Sem muito com que se alegrar
E sem nenhuma dor também.
Vento frio que vem da janela do quarto
Vontade de se aquecer
Tão frio quanto um coração vazio
Anuncia a chuva
Que vem do céu
Para terra
Mas em minha terra não há chuva
Nem sol.
Nublado sempre é sem graça.
Com uma melancolia simples
Sem muito com que se alegrar
E sem nenhuma dor também.
Vento frio que vem da janela do quarto
Vontade de se aquecer
Tão frio quanto um coração vazio
Anuncia a chuva
Que vem do céu
Para terra
Mas em minha terra não há chuva
Nem sol.
Nublado sempre é sem graça.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Entre as ruas
Ruas estranhas passam na noite
árvores mortas contam o tempo
e rostos sorridentes brindam
a felicidade falsa.
Me perdi entre estas ruas
a procurar algo que não quero encontrar
me perdi entre as ruas
e os rostos sorridentes me convidaram para dançar
sob as luzes de postes
e a segurança de portões
repeti as músicas para dançar mais uma vez
e encontrar
o que deixei em alguma gaveta.
As poesias fugiram
me deixaram dançando com outros gêneros
e os bares cheios para mim parecem vazios
não sei porque
não consigo lembrar o que quero
entre as ruas
todo silêncio constrange
e os rostos sorridentes
não querem parar de dançar e esquecer
me olham tentadores
e meu olhar tenta fugir do vazio
que buscou em algum momento.
Minhas mãos buscam entender
porque meu coração se afasta
a cada dia
da casa que me aconchegava
meus pés ainda sabem o endereço
mas de tanto entorpecer meu corpo
andam tortos
porque nestas ruas
se esquecem
e não voltam
acabam dormindo
em uma rua qualquer.
árvores mortas contam o tempo
e rostos sorridentes brindam
a felicidade falsa.
Me perdi entre estas ruas
a procurar algo que não quero encontrar
me perdi entre as ruas
e os rostos sorridentes me convidaram para dançar
sob as luzes de postes
e a segurança de portões
repeti as músicas para dançar mais uma vez
e encontrar
o que deixei em alguma gaveta.
As poesias fugiram
me deixaram dançando com outros gêneros
e os bares cheios para mim parecem vazios
não sei porque
não consigo lembrar o que quero
entre as ruas
todo silêncio constrange
e os rostos sorridentes
não querem parar de dançar e esquecer
me olham tentadores
e meu olhar tenta fugir do vazio
que buscou em algum momento.
Minhas mãos buscam entender
porque meu coração se afasta
a cada dia
da casa que me aconchegava
meus pés ainda sabem o endereço
mas de tanto entorpecer meu corpo
andam tortos
porque nestas ruas
se esquecem
e não voltam
acabam dormindo
em uma rua qualquer.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Não-correspondido
Foi o acaso
encontrei.
Foi a vida
Me levou
Pensamento
Distante
Mãos
Instantes
Palavras
Cerimonias
Me disse adeus
e foi embora.
Uma noite ainda me quis
Busquei mais estrelas
e preenchi o céu
nublado.
Mais uma vez
morri
e a cada dia renasço
só para curar o meu cansaço
de não poder ter.
Não-correspondido
que corresponde
a não te quero.
Seja feliz
e boa sorte.
encontrei.
Foi a vida
Me levou
Pensamento
Distante
Mãos
Instantes
Palavras
Cerimonias
Me disse adeus
e foi embora.
Uma noite ainda me quis
Busquei mais estrelas
e preenchi o céu
nublado.
Mais uma vez
morri
e a cada dia renasço
só para curar o meu cansaço
de não poder ter.
Não-correspondido
que corresponde
a não te quero.
Seja feliz
e boa sorte.
sábado, 24 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Noite Cheia

Noite fria, cabelos com o mesmo penteado, a mesma roupa, e os mesmos tênis all stars que revelavam toda a sua personalidade, e no coração apenas o vazio de se conformar em estar só. Ela ainda não sabia desejar, antes daquela noite pensava que sabia, mas naquele dia nem pensava em desejo, quando nos conformamos com o vazio ele nos leva como um balão aonde quer sem que nem percebamos, caminhamos como um saco vazio levado pelo vento, sem destino e sem nenhuma esperança vinda de sonhos. Nem tinha percebido que estava livre, que os sonhos inúteis que tinha tido há alguns meses atrás tinham passado, nem tinha percebido que seu coração estava cansado de bater sozinho e que o frio da noite poderia se transformar em calor se quisesse e desejasse, mas só se quisesse e desejasse. Escuro, ruas vazias e caminhos tortos como seus pés, a noite era pintada de rubro, como seu coração, anoitecia em alegrias inventadas a cada esquina, luzes de postes, olhares luminosos e bocas fingidas. Pensou que poderia também inventar uma alegria, dessas bem canalhas, abrir garrafas e acender cigarros, sorrir e inventar estórias e elogios, inventar um outro eu, menos sincero e mais interessante, para alegrar pessoas e inventar a alegria em si mesma, fingir que a felicidade era eterna, sabia que sabia fazer isso e fez, “se tá chato agite”. Mas seu rosto se cruzou tão depressa com outro que de tão vazio também nem o percebeu, não se perceberam. A principio, pois o outro rosto era mais cínico que este, e mais extrovertido e sonhador, nem precisou de garrafas e cigarros, aliás nem fumava, a principio, e foi em direção a este rosto que o aceitou como um rosto novo em meio a sua rede de rostos que se ampliava. Logo o novo rosto era mais que um rosto, eram palavras, olhos de castanho profundo e singelo, gentileza, casa, comida e pés descalços, conversas, insinuações mais tímidas que eu, mãos, beijo, perfume e adeus.
- Adeus? Mas não vá agora, pode ficar.
- Mas tenho que ir. (com o coração indeciso).
- Então tá bom, vou te ligar.
- Pode ligar... (não acreditando)
- Vou ligar!
E ligou...
E os dias se fizeram cheios outra vez...
Tão cheios que a esperança morre e nasce a cada segundo, e enquanto eu estou escrevendo este texto, aquele rosto deve esta passando em outro lugar mais divertido que a minha sala de estar, mais conversas longas poderão conquistá-lo, e mais um beijo pode desencadear uma paixão. Mais e mais paixões estarão acontecendo neste instante, mais e mais corações vazios estão sendo preenchidos, e o mundo não é feito só de rancores, e o amor é um mero instrumento da felicidade, pergunte a ela o que sente, se sente-se vazia. Pergunte se ela não quer encontrar aquele rosto de novo. Pergunte a ela.
Ela encosta a cabeça de novo no vazio, e se põe a indagar onde estará aquele rosto agora, aonde estará aquela noite?
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