Não sei mais fazer poesias
Acho que nunca soube.
Poesias são mais que rabiscos sentimentais.
Depois que te conheci tudo virou isto:
Uma vontade doida de expressar o que sinto.
Depois que conheci o amor...
Uma vontade doida de enfeitar a vida.
Do tédio já não quero mais falar,
E do teu sorriso já não posso mais dizer,
Me proibi.
Depois que conheci o desejo...
Uma vontade doida de se iludir.
Depois que conheci o medo...
Apenas tive medo.
Antes de começar a escrever
Eu disse que não iria falar de você.
Já bastam os pensamentos,
E o mundo todo dizendo que amar é sofrer.
Depois de tantas poesias de amor...
Eu quis inovar
E acabei aqui
No mesmo lugar.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Par perfeito
Eu sei que por trás desses óculos de Clark Kent existe um coração
E ele é parecido com o meu.
Pulsa.
Pulsa como bate-estaca de boate.
E é doce
Doce como leite com Nescau,
Igual ao que você fez para mim.
Seus conselhos tipo auto-ajuda já me serviram muito,
Risadas e puxadas de orelha também.
A gente se faz bem.
No fundo somos iguais,
Eu versão feminina de você.
Sem Harry Portes e outros Best-sellers é claro!
Mas o que seria de você se eu concordasse com todos os seus clichês?
E o que seria de mim se você aceitasse todas as minhas teorias confusas?
E o que seria de nós sem madrugadas chuvosas no centro da cidade?
Esses conselhos são fundamentais...
Mesmo que nem sempre eu os siga.
E mesmo que todos os amores do mundo nos façam chorar,
Caminharemos juntos
Sempre.
E ele é parecido com o meu.
Pulsa.
Pulsa como bate-estaca de boate.
E é doce
Doce como leite com Nescau,
Igual ao que você fez para mim.
Seus conselhos tipo auto-ajuda já me serviram muito,
Risadas e puxadas de orelha também.
A gente se faz bem.
No fundo somos iguais,
Eu versão feminina de você.
Sem Harry Portes e outros Best-sellers é claro!
Mas o que seria de você se eu concordasse com todos os seus clichês?
E o que seria de mim se você aceitasse todas as minhas teorias confusas?
E o que seria de nós sem madrugadas chuvosas no centro da cidade?
Esses conselhos são fundamentais...
Mesmo que nem sempre eu os siga.
E mesmo que todos os amores do mundo nos façam chorar,
Caminharemos juntos
Sempre.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Insônia, desejos e poesias.
Agora vou dormir e esquecer do que está guardado.
As madrugadas têm cores belas que só percebemos quando estamos acordados,
Mas há na insônia algo de incompreensível,
Não dormimos porque não paramos de pensar
Ou porque não pensamos em dormir?
Escrevi minhas poesias sob a luz laranja que entrava da janela
E dei a minha insônia uma nova função.
Enquanto o desejo perseguia o meu sono,
E abria os olhos da minha inconsciência,
Eu furei os olhos do passado com uma caneta esferográfica,
E destilei sangue com cor de tinta
Para sujar os meus papéis.
As madrugadas têm cores belas que só percebemos quando estamos acordados,
Mas há na insônia algo de incompreensível,
Não dormimos porque não paramos de pensar
Ou porque não pensamos em dormir?
Escrevi minhas poesias sob a luz laranja que entrava da janela
E dei a minha insônia uma nova função.
Enquanto o desejo perseguia o meu sono,
E abria os olhos da minha inconsciência,
Eu furei os olhos do passado com uma caneta esferográfica,
E destilei sangue com cor de tinta
Para sujar os meus papéis.
Quantas vezes amor?

Você não quer fazer poesias de amor?
Um poeta me disse que todas as poesias são poesias de amor,
Mesmo que não falem de amor.
Porque o amor entra em todas as poesias,
Consumindo os poetas que não querem falar de amor.
O amor come os restos que deixamos guardados dentro de nós,
O amor derruba as máscaras que pomos quando queremos ser felizes,
O amor arruma as malas e vai embora quando se cansa,
Dar lugar ao vazio,
Que enche.
Precisamos do amor.
Já dizia um outro poeta que tudo é amor,
Já dizia alguém que amar é tudo,
E se em tudo há amor,
Que façamos poesias de amor...
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Fundamental é ler!

Que contos e poesias não tenham
O mesmo tédio que há na vida.
Pois a vida esta que morna ou quente,
Fria ou gelada,
Entre goles, tragos e beijos,
Não é suficiente para nos tornar felizes.
Pois quando estou a cansar de viver tal vida tão insuficiente,
Quero o colo quente de um livro.
Um livro que me abrace como nenhum amante me abraçou,
Ponha-me terna e feliz,
Ébria e apaixonada sobre suas páginas,
E me faça suspirar, sonhar e viver a vida que não existe,
Mas que é suficiente para me distrair,
Desta vida que de insatisfação vive a cada hora morta que não é bela como um livro.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
“Sempre que desejo acabo pertencendo”

Fitinhas vermelhas amarradas no dedo para não esquecer o que se quer lembrar. Para quê escrever com palavras o que não se quer dizer com palavras? As palavras agora já não servem, tanto que as esqueci, esqueci o meu caderninho na gaveta e nem faço mais questão de anotar os dias inesquecíveis que passaram, que importa? Que se vão todos com o tempo, as pessoas e os discos voadores, perdidos no espaço e na lembrança. Porque tudo o que eu mais quero esquecer é o que realmente quero e não posso ter, e que por isso não esqueço. Noites mal dormidas se questionando se devo ou não pensar no que não tenho e no que tenho, se devo fugir e viver do que existe, as ilusões nunca serviram para nada mas são a melhor parte da realidade. Quero todos os sorvetes do mundo para tomar com a melhor companhia que não posso ter ou todos os vinhos do mundo para me embriagar porque não posso ter tudo que desejo. Ter, fugir, conseguir, esquecer, machucar, amar, sentir, cuspir, gozar, mundo cruel. O ano se passa com os melhores dias que tive, os melhores dias que não foram bons. Viver é conseguir passaportes para uma viagem que você sabe que não vai dá certo, mas que você quer ir e vai porque você tem esperança que dê certo. Lendo as melhores tragédias e vivendo a maior comédia que é a vida, se eu mandasse no seu coração eu diria: não me ame mesmo. Porque é bom não amar ninguém de vez em quando e ter o coração batendo a cada esquina por engano. Fazer versos para serem lidos e esquecidos, a verdade é que todos são para mim, para eu lembrar que amei. Porque amar é diferente, quem nunca amou deseja amar, porque amar é cool, está nos livros, nos discos, no cinema, no supermercado, tem coisa mais na moda que amar? Comprar aquele presentinho no dia dos namorados e dizer “é para o meu namorado!” Quer saber, já estou cansada de tanta responsabilidade, já estou cansada de Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, novela das oito e etc. Porque não falamos de sexo? Não me prometa nada, esqueça as promessas, porque eu gosto mesmo do imprevisto, é isto que me atrai, o que não tenho certeza, pois é o que se parece mais comigo. Esqueça o que eu quis dizer naquela noite porque são só palavras e as palavras não dizem nada, tenha olhos, mãos e boca para sentir, esqueço de querer dizer, esqueço de me preocupar, esqueço de mim, de você e do mundo, esqueça você também, esqueça de ter medo, esqueça de sofrer e de machucar, machuque, viva, sinta, o que sinto, o que você sente, sinta, experimente, tente, morra, tudo de novo e de novo, esqueço de chorar pois já não consigo mais sofrer, a vida me pede para viver e viver tudo de novo. O que não foi se deixa guardado, e o que ainda pode ser se deixa a vista para de vez em quando usar. Eu poderia escrever um texto triste, porque seus olhos e a presença da realidade me deixou triste por um momento, e essa tristeza ainda está guardada junto com os cacos de palavras e beijos que não foram dados, esperando um novo dia de tédio para dá as caras, mas algo me diz que todos os dias felizes e tristes que vivi foram só copias de mais dias tristes e felizes que ainda estão por vir. Então não posso apenas estar chorando a meia luz de um quarto com medo da tempestade não passar se no fundo eu sei que ela vai passar porque depois da tempestade sempre vem a bonança. É a única certeza que tenho, que tudo passa, mesmo que seja com a morte e a morte é a única certeza que não é certa, pois nunca saberemos o que vai acontecer de nós depois dela. Esqueçamos tudo então, aos goles de uma bebida qualquer ou com alguma droga qualquer ou ao som de uma música qualquer, ou beijando uma boca qualquer, esqueçamos. Para vivermos tudo e tudo de novo, vivamos o amor, o ódio, a dor, a ilusão, a saudade e a falta, a alegria, vivamos, eis para isso que aqui estamos, viver. Mas se queríamos ao menos fazer uma poesia era porque a poesia é a forma mais simples de expressar o que não conseguimos falar, o que não existe na linguagem das palavras, o que só se pode sentir, a poesia consegue guardar nessa nossa linguagem errada e incompreensível o que não se ler, o que está implícito, é a forma mais bela ao menos. E junto com o que tivemos a oportunidade de ser, guarde as palavras que eu nunca disse e os dias que foram bons e tente fazer uma poesia, para colorir a vida que continuará sendo cinza, a olho nu.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Amar é sofrer?

O escuro cotidiano de sempre, nas poltronas os casais sentam, sim, todos casais, ou duplas, ou trios, mas todos acompanhados. Eu estava só. E torcia para que ninguém sentasse a minha frente, queria ver a tela, grande e luminosa, como se tivesse sido feita somente para mim, e como se tivesse somente eu ali. Enquanto não começava o filme eu me lembrei da última vez que tinha ido ao cinema, estava acompanhada, e me questionei também o que as outras pessoas deveriam achar de eu estar ali só, não tinha nenhum problema, mas imaginei o que se passava na cabeça das pessoas que estavam acompanhadas. Um casal a minha frente se beijava, achei feio o jeito que ela beijava o namorado e achei linda a cena em que os atores faziam amor. O filme falava de amor. A cada frase o amor era questionado, “paixão significa sofrimento”, “amor recíproco infeliz”, a cada frase eu repetia mentalmente como que para me lembrar depois e repetir para alguém, ou simplesmente para refletir cada significado, amar significa sofrer? Os atores se questionavam em meio a felicidade que viviam e relembravam os grandes casais que sofreram por amor na literatura ocidental, em cada cena eles expunham que amar nem sempre era sofrimento, e a cada nova cena eles mostravam que as grandes estórias de amor só eram grandes estórias de amor porque eram paixões impossíveis e sofredoras, eles mesmos começavam a sofrer, porque o tédio da tranqüilidade e da reciprocidade amorosa logo vinha a dominar a tela, e nenhum filme é interessante quando o casal protagonista simplesmente se ama em frente aos nossos olhos, é preciso o sofrimento, como o próprio filme mostra. Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Bentinho e Capitu, ou simplesmente Donatella e Zé Bob, ou mais que simplesmente você mero leitor e alguém que você ama, mas que não lhe queira por algum simples motivo. Amar e ser amado, qual a graça nisso? Seria simplesmente isso que eu e qualquer pessoa que estiver apaixonada gostaria nesse momento, e o próprio filme termina com o final feliz, mas é que parece que só há amor, só sentimos amor quando sofremos. “Nunca mais alegrias sem dor”. Se case agora com o amor da sua vida porque você se sente feliz com ele, mas saiba que nem sempre o amor vai significar paz, pois quando este mesmo parecer tranqüilo demais é porque algo já não anda mais batendo forte. O filme terminou com um final feliz, os protagonistas ficaram juntos e seguiram felizes, mas a mocinha só voltou para o mocinho depois de uma desilusão e o mocinho só foi aceito pela mocinha depois de errar. Enfim, não foram tranqüilos até o fim, passaram pelo velho sofrimento tão abordado pelas estórias românticas. Por mais que amemos e sejamos felizes, o sofrimento vai sempre fazer parte desta felicidade, seja quando você ame e seja amado ou quando você ame a pessoa errada. Não é preciso que a sua estória termine em morte ou em separação, não é preciso que você morra ou se mate por amor, o simples fato de amar já é motivo para se perguntar: amar é sofrer?
Assinar:
Postagens (Atom)

